Santos: O “Novo” Velho Amadorismo de Marcelo Teixeira

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Marcelo Teixeira, presidente do Santos FC

camisa do santos 1 branca umbro 25 26
Camisa Santos, Umbro Temporada 25/26

Da promessa de profissionalismo à realidade de um Santos que teima em permanecer pequeno

Quando Marcelo Teixeira venceu as eleições presidenciais do Santos em dezembro de 2023, a esperança reacendeu na torcida. O slogan de campanha, “O Santos grande de novo”, e a promessa de profissionalização de todos os departamentos trouxeram a sensação de que, finalmente, o clube viraria a página do amadorismo que o levou à Série B do Brasileirão. No entanto, o que se vê, passados mais de 18 meses de gestão, é um cenário decepcionante e, infelizmente, muito familiar. A Belmirolândia, essa representação do atraso e das decisões questionáveis, parece mais forte do que nunca sob a batuta de Teixeira.

As promessas de mudança drástica e de uma nova era administrativa se esvaíram rapidamente. A gestão de Teixeira tem se mostrado um eco daquela que a precedeu. As contratações, por exemplo, geram uma série de questionamentos. Enquanto a campanha prometia austeridade e inteligência, o que se viu foi a aquisição de nomes como o meia Thaciano, que chegou do Bahia em uma negociação de alto custo e pouco rendimento. Ele representa o tipo de contratação que infla a folha salarial sem trazer o retorno técnico esperado, uma prática que o torcedor santista conhece bem e que não se alinha com a proposta de profissionalização.

Mas a maior dor para a torcida, sempre, é a perda das joias da base. A história do Santos é escrita com o talento de seus “Meninos da Vila”. E é justamente aí que a gestão atual também peca. A venda precoce de jogadores promissores como o zagueiro Jair e o atacante Luca Meirelles levanta a questão: o clube precisa tanto de dinheiro a ponto de se desfazer de talentos que poderiam render tanto dentro de campo quanto em uma futura venda por um valor muito superior? Essas negociações, muitas vezes com valores considerados baixos, enfraquecem o elenco e demonstram uma falta de visão de longo prazo, um dos pilares de um clube profissional.

Outras promessas de campanha, como a busca por novos patrocínios robustos e a implementação de uma gestão financeira transparente, ainda não se concretizaram de forma significativa. O torcedor, que esperava um choque de gestão, se depara com a mesma falta de planejamento e a mesma dificuldade para executar projetos.

Marcelo Teixeira, com todo o seu histórico no clube, parece ter caído na armadilha de administrar o Santos da mesma maneira que sempre se fez, confiando mais nas velhas práticas do que nas promessas de modernização. A ironia de um presidente que prometeu profissionalismo e entregou o oposto é um golpe duro para a torcida, que vê a chance de se reerguer escorrer pelas mãos. A Belmirolândia, com suas decisões questionáveis e sua falta de visão estratégica, continua a ser o maior adversário do Santos no caminho de volta à grandeza.

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Camisa Santos, Umbro Temporada 25/26

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